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23/07/2014

3º TRIMESTRE DE 2014 - LIÇÃO Nº 04 - 27.07.2014 - “GERADOS PELA PALAVRA DA VERDADE”

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº04- DATA: 27/07/2014
TÍTULO: “GERADOS PELA PALAVRA DA VERDADE”
TEXTO ÁUREO – I Pe 1.23
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Tg 1.9-11, 16-18

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/









I – INTRODUÇÃO:




A maior parte dos problemas enfrentados pelos cristãos diz respeito ao mundo material. A moderna maquinaria publicitária coloca o sentido da vida nas riquezas. A televisão e as revistas mostram que a pessoa bem-sucedida é aquela que tem o carro do ano, cheque especial altíssimo, lancha marítima, etc. Este é o pano de fundo da publicidade que nos esmaga com suas técnicas bem elaboradas: a realização está no ter coisas. Estará certa tal ótica? Ter coisas é o bem supremo? Qual é a relação correta entre o homem e os bens? Todas estas questões podem ser enfocadas aqui e respondidas à luz de Tiago.





II – O POBRE E O RICO:




(1) - Tg 1.9-10 - “O irmão de condição humilde” e “o rico” - Pobre aqui é o homem desprovido de bens materiais. E rico é o homem bem provido de bens. Tiago está nos falando do pobre e do rico em relação à situação econômica.




Qual a recomendação bíblica para o pobre, no tocante à sua pobreza?




"O irmão de condição humilde glorie-se na sua exaltação." A ERAB traduz "exaltação" por "dignidade". Aqui está onde o irmão deve gloriar-se: na sua "exaltação", ou no dar lugar à sua "dignidade".




Primeiro ressalte-se o fato que o irmão humilde não deve desprezar-se por ser pobre. Não deve envergonhar-se dessa situação, nem julgar que é uma pessoa de terceira ou última categoria.




Depois, ressalte-se que ele deve gloriar-se. O verbo "glorie-se" tem o sentido de: "Regozije-se com confiança." Na sua pobreza, o irmão humilde tem algo com que regozijar-se: sua "dignidade". A glória do pobre é o seu caráter, aquilo que ele é na sua natureza moral e espiritual.




Não aceitemos o padrão do mundo que julga as pessoas por aquilo que elas possuem. Deus julga o homem por aquilo que ele é. Tiago vem combater a ilusão contemporânea, segundo a qual a realização está no ter. A realização está no ser – Pv 22:1.




(2) - "O rico no seu abatimento", ou "insignificância" - O rico também deve gloriar-se,  mas não nas suas riquezas. "Abatimento" significa "baixeza, humildade, humilhação"; é "saber viver na pobreza".




Que o rico se regozije confiantemente, não no seu poder econômico, mas num quebrantamento diante de Deus. Aqui é que está a sua segurança. Da mesma forma, o pobre não deve buscar riquezas a qualquer preço, mas sim, preservar a sua dignidade.





III – O QUE É BOM VEM DE DEUS:




Tg 1.16 - "Não vos enganeis" – Esta expressão significa: Não se enganem, pensando que o pecado vem de Deus (Tg 1.13), pois dele só vem o bem, tanto que "ele nos gerou pela palavra da verdade" (Tg 1.18).




Não nos enganemos, pensando que Deus nos conduz ao mal. Não nos desculpemos dos nossos pecados, colocando a culpa em Deus. Ele não tenta a ninguém. Dele só vem o que é bom e nunca o mal.




Tg 1.17 - "Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto" - "Alto" é empregado aqui como substituição para "Deus". Além disso, esse termo mostra a transcendência de Deus. Ele é o que está lá em cima, em contraposição aos homens, que estão cá embaixo - João 8:23.




O ensino de Tiago é que Deus dá boas coisas ao seu povo. Dele não nos vem o mal, a tentação. Vem o bem, que é descrito em Tg 1.18.




Tg 1.18 - "Segundo a sua própria vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade..." - A salvação é produto do querer de Deus. É a sua vontade e o seu amor para conosco que estão como elementos motivadores da nossa salvação. Não encontramos na Bíblia um Deus relutante aos apelos de um homem desesperado por uma salvação que lhe é negada. Desde o Éden encontramos um Deus que procura e um homem que se esconde. Deus quer o nosso bem. Foi o seu querer, a sua vontade, que o levou a salvar-nos.




No processo de novo nascimento do cristão, Deus reúne em si tanto as funções masculinas como as femininas: "ele nos deu à luz". Ele nos fez nascer espiritualmente porque assim o desejou. O meio para a nossa geração foi "a palavra da verdade". A mesma ideia encontramos em I Pedro 1:23.




Deus nos fez nascer pela palavra da verdade, "para que fôssemos como que primícias das suas criaturas".




"Primícias" significa "primeiros". As primícias eram o princípio da colheita que se oferecia a Deus. Deviam sempre ser o princípio, porque este é o fundamento da mordomia: Deus deve ter prioridade. A Deus não se dá o resto nem o que sobeja. Assim sendo, os primeiros frutos eram consagrados a Deus, dados a Ele.




O livro de Levítico trata exatamente dos regulamentos sacerdotais, incluindo as ofertas ao Senhor. E termina tratando justamente das coisas consagradas ao Senhor. Diz então o texto de Levítico 27:28, 29: "Todavia, nenhuma coisa consagrada ao Senhor por alguém, daquilo que possui, seja homem, ou animal, ou campo de sua possessão, será vendida nem será remida; toda coisa consagrada será santíssima ao Senhor. Nenhuma pessoa que dentre os homens for devotada será resgatada; certamente será morta". O que a Deus fosse oferecido, seria dele, irremissivelmente dele. O texto de Deuteronômio 26:1-11 trata do oferecimento das primícias. Dadas a Deus, passavam a ser dele.




Cristo nos resgatou do poder do Inimigo e nos deu ao Pai. Somos propriedade divina. Não pertencemos mais ao poder das trevas. Somos de Deus. E não somos um presente dado de forma irrefletida e recebido de má vontade. Foi o querer de Deus que operou o processo de nosso novo nascimento. E foi sua revelação consumada em Jesus Cristo, numa sintonia entre as pessoas da divindade, que nos gerou. Por isso, tudo o que temos de bom, a começar da salvação e da comunhão, vem-nos de Deus. Ele nos ama e nos dá o que é bom.





IV – CONSIDERAÇÕES FINAIS:




Embora possamos ser agraciados com posses de bens materiais, como havia entre os cristãos primitivos, a nossa vida não deve ser direcionada por uma cultura de consumo que busca desenfreadamente a realização apenas do ego, e não de Deus.




Esse desejo exacerbado por trás das posses está intimamente relacionado com o exercício de poder. Queremos “ter”, isto é, possuir, para mostrar quem somos. Alguém já disse que: - “EXISTE MUITA GENTE COMPRANDO O QUE NÃO PRECISA, COM O DINHEIRO QUE NÃO TEM, PARA MOSTRAR O QUE NÃO É”.

FONTE DE CONSULTA E PESQUISA:
Tiago, Nosso Contemporâneo – JUERP – Isaltino Gomes Coelho Filho.