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1 de mai de 2015

2º TRIMESTRE DE 2015 - LIÇÃO Nº 05 - 03.05.2015 - "JESUS ESCOLHE SEUS DISCÍPULOS"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL 
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ 
LIÇÃO Nº 05 - DATA: 03/05/2015 
TÍTULO: “JESUS ESCOLHE SEUS DISCÍPULOS"
TEXTO ÁUREO – Lc 14.27
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Lc 14.15-35
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/







I - INTRODUÇÃO:



Quando Cristo iniciou seu ministério, escolheu doze discípulos que aprenderiam com Ele, para depois pregarem, ensinarem e continuarem a grande obra a realizar-se até a consumação dos séculos (Mt28.20).




II - OS DOZE APÓSTOLOS:



(1) - A procedência dos primeiros discípulos. Eram galileus. No conceito judaico, Cristo não nasceria na Galiléia e nem de lá surgiriam profetas (Jo 7.41-52).



Jesus não chamou seus discípulos da corte herodiana - 1 Co 1.26.



Não os escolheu de Jerusalém, dentre os principais sacerdotes e anciãos, mas da Galiléia, exceto Judas Iscariotes, que era judeu.



(2) - As qualidades dos primeiros apóstolos. Jesus chamou, primeiro, dois pares de irmãos: Pedro e André, Tiago e João (Mc 1.16-20).



Eles eram discípulos de João Batista. Submeteram-se ao batismo do arrependimento. Os mais dispostos a seguir a Cristo, aceitaram de bom grado as regras da nova vida de fé.



Além disso, compunham duas famílias estruturadas, que trabalhavam juntas (Lc 5.9-11).



(3) - Exerciam uma profissão modesta. Eram pescadores. Cristo não despreza o homem, por exercer
uma profissão humilde. Quem estiver pronto a trabalhar e a aprender, será útil à causa do Mestre.




III - A ESSÊNCIA DA CHAMADA:



Todas as palavras de Jesus eram plenas de objetividade.



(1) - O teor da chamada - Mc 1.17 - Três fatos importantes compõem o chamado de Cristo:



(A) - "Vinde a mim " - Vir a Jesus é condição essencial para que alguém seja enviado a pregar o Evangelho de Cristo.



(B) - "Eu vos farei" - Nenhum homem, por si mesmo, pode elevar-se à categoria de ministro de Cristo, pois Ele mesmo disse:


"Sem mim nada podeis fazer" (Jo 15.5);



"O homem nada pode receber, sem que do céu lhe seja dado" (Jo 3.27). Leia tam­bém Zacarias 4.6 e Tiago 1.17.



(C) - "Pescadores de Homens" - Je­sus não os chamou apenas para pro­ferirem belos discursos. Escolheu-os para participarem de seu plano de salvação. 



Pescadores de homens sig­nifica ganhadores de almas para o reino de Deus.



(2) - Jesus chamou-os para o tra­balho - Não os escolheu para uma vida cômoda, cheia de regalias.



Cha­mou pescadores, experientes no tra­balho árduo, e de riscos constantes, que exigia coragem para enfrentar os perigos, e vigilância para evitar pos­síveis tragédias.



Estas condições de­terminam o perfil de homem chama­do por Cristo, nos dias atuais. Tem que ter disposição para trabalhar e libertar os escravos de Satanás, e vigiar, para não ser enlaçado nos seus ardis (l Pe 5.8).



(3) - A prontidão dos discípulos - Sem pensar em honrarias e sem te­mer dificuldades, eles deixaram suas redes de pescar, e prontamente se dedicaram ao labor de pregar o Evan­gelho, que "é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Rm 1.16).



Aliás, a Igreja nasceu, quando ninguém tinha de que se orgulhar. O ministério não é motivo de orgulho e não serve para honrar comodistas, atraídos por interesses próprios.




III - A NATUREZA DA CHAMA­DA:



A chamada de Cristo para o traba­lho é de natureza comum e específica.



(1) - A chamada de natureza co­mum - A Igreja é o corpo de Cristo, composto de muitos membros, e to­dos devem contribuir para o seu de­senvolvimento e edificação, medi­ante o testemunho, o conselho e a oração. "Para cada crente, o Mestre preparou um trabalho certo, quando o resgatou".



(2) - A chamada de natureza es­pecífica - Além da participação de todos, existem ministérios distintos, para os quais há homens chamados por Deus.



À luz das Escrituras, essas cha­madas sempre foram precedidas de marcantes experiências espirituais, pelas quais as pessoas foram capaci­tadas a colocar em plano inferior todos os demais interesses.




Moisés, apesar de sua posição elevada c da instrução "em toda a ciência dos egípcios", tornou-se "po­deroso em suas palavras e obras" (At 7.22). Os quarenta anos como pastor de ovelhas, no deserto, contribuíram para torná-lo manso (Nm 12.3).



Entretanto, só após a experiência da sarça ardente, foi capacitado para a grande missão de libertar o povo israelita, escravizado no Egito (Êx 3.2-10). 



Temos também os exem­plos de Isaías (Is 6.l -8) e de Saulo, no caminho de Damasco (At 9.1-22).



(3) - A chamada para um traba­lho divino - Ele sempre comove o homem a sentir profundo amor pelas almas, sem pensarem recompensas materiais. Aliás, esta é uma condi­ção imposta por Jesus: capacidade de vencer todos os obstáculos e de su­portar os sacrifícios, por esta causa gloriosa.



(4) - Chamada divina, um desafio irresistível - A chamada divina manifesta-se na vida do candidato ao ministério, antes de sua consolida­ção. Constitui-se, na pessoa, um de­safio irresistível, a ponto de ela nada temer, mesmo consciente das inú­meras adversidades que enfrentará em favor do reino de Deus. A chama­da divina o inflama. A paixão pelas almas o domina. O executar a sua missão, em qualquer circunstância, proporciona-lhe a maior felicidade, por tudo o que sofrerá.



(5) - A chamada e o preparo inte­lectual - A instrução, o preparo intelectual e o treinamento em um educandário cristão não constituem uma chamada divina para o santo ministério. Estes fatores, indubitavelmente, tomam mais am­plas as oportunidades do servo de Deus c são úteis ao seu ministério.



Ninguém pode ensinar o que não aprendeu. Os que se aventuram, en­volvem-se em confusão, e caem no descrédito das pessoas entendidas no assunto.



(6) - O mérito das escolas de prepa­ração - Quanto aos seminários e insti­tutos, a formação e o nível espiritual deles determinarão, em grande parte, a condição espiritual do ministro.



Por outro lado, nenhum preparo intelectu­al substitui a meditação na Palavra de Deus e a oração. A isto, temos denominado de "velho método", pois o encontramos na Bíblia, desde tempos remotos: "Moisés e Arão caíram sobre os seus rostos..." (Nm 14.5-7).



Diante dos problemas da primei­ra comunidade cristã, os apóstolos buscaram soluções que lhes permi­tissem dedicar-se à oração e ao mi­nistério da palavra (At 6.4).




IV - CHAMADA E HABILITA­ÇÃO:



Conhecimento profundo das Sa­gradas Escrituras, aliado à poderosa unção do Espírito Santo, completa a habilitação daquele que é chamado por Deus para o seu serviço.



(1) - A divina condição para o trabalho - O ganhador de almas, com a mente esclarecida pela Palavra de Deus, e a alma inflamada pelo zelo e santo amor, c o coração abrasado pelo Espírito Santo, tem condição de entender c expor com segurança a razão de sua fé e esperança (l Pe 3.15).



(2) - Homem capaz, para uma obra excelente - l Tm 3.1 - É lógico: para uma exce­lente obra é necessário um homem capaz. Em adição a isto, aplicamos a pergunta de Paulo: "E para estas coisas quem é idôneo?" (2 Co 2.16).



(3) - A responsabilidade do ga­nhador de almas - Certa ocasião, ouvimos de um obreiro improdutivo esta desculpa: "Cada um tem seus diferentes dons". Isto é verdade, mas não se aplica aos descuidados e indolentes, que agem como se não fossem responsáveis pelos seus insucessos.



Se, de fato, possuímos diferentes dons espirituais, estes resultarão em notá­vel êxito no nosso ministério. Busca­mos zelosamente os dons espirituais, para a edificação da Igreja (l Co 14.12).



Os ministérios (Ef 4.11,12) também exercem suas funções na edificação do corpo de Cristo, e vi­sam um fim proveitoso (l Co 12.7).




V - CONSIDERAÇÕES FINAIS:



Somos continuadores da obra que Jesus confiou aos 12 apóstolos. E Cristo não mudou. Portanto, temos a mesma capacidade outorgada pelo Espírito à Igreja Primitiva. Então, mãos ao arado!


FONTE DE CONSULTA E PESQUISA:

Lições Bíblicas CPAD - 2º Trimestre de 1994 - Comentarista: Estevam Ângelo de Souza