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18/08/2014

3º TRIMESTRE DE 2014 - LIÇÃO Nº 08 - 24/08/2014 - "O CUIDADO COM A LÍNGUA"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 08 - DATA: 24/08/2014
TÍTULO: “O CUIDADO COM A LÍNGUA”
TEXTO ÁUREO – Tg 3.2
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Tg 3.1-12

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/












I – INTRODUÇÃO:




Um dos piores pecados é o da língua; os resultados abaladoramente sérios. Quantos filhos de Deus sucumbiriam chorando amargamente, se pudessem ver a amplitude e as consequências dos seus pecados da língua!





II - O TROPEÇO NA PALAVRA:




É muito difícil alguém não tro­peçar em palavras. Às vezes, dize­mos algo que não gostaríamos que saísse de nossos lábios. Quando per­cebemos, já é tarde. É o que se cha­ma de ato falho, pois revela o que está no interior da pessoa e, muitas vezes, causa sérios problemas a quem diz e a quem ouve. Por isso, precisamos vigiar, santificando a lín­gua, para que não venhamos a tro­peçar por palavras.




(1) - Mais duro juízo aos mestres – Tg 3.1 - Tiago aconselha que muitos não de­vem querer ser mestres, pois para estes está reservado "mais duro juízo". De acordo com a Bíblia de Estudo Pentecostal, os mestres são "os pastores, dirigentes de igreja, missionários, pregadores da Palavra ou qualquer pessoa que en­sine às congregações. O professor precisa compreender que ninguém na igreja tem uma responsabilidade maior do que aqueles que ensinam as Sagradas Escrituras. No juízo, os mestres cristãos serão julgados com mais rigor e mais exigência do que os demais crentes".




(2) - O mestre tem que ser exem­plo - É tarefa difícil ensinar na Igreja do Senhor. As pessoas empolgam-se com os ensinos bem ministrados, fundamentados e ilustrados, mas, depois, olham para a vida do pregador - Tg 2.12.




(3) - O varão perfeito – Tg 3.2 - O apóstolo diz que "todos tropeçamos em muitas coisas". Ele se incluía en­tre os que falhavam em muitas coisas, acrescentando que "se alguém não tropeça em palavra, o tal varão é perfeito e poderoso para também refrear todo o corpo". E isso não é fácil. Contudo, entregando nosso eu ao controle do Espírito Santo, Ele pode refrear nossos impulsos, inclu­sive a compulsão no falar.




(4) - É mais fácil dominar animais e navios – Tg 3.3-4 - Tiago diz que os cavalos e navios são dominados pelo homem e que, "toda a natureza, tan­to de bestas-feras como de aves, tan­to de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana". Enquanto isso, "nenhum homem pode domar a lín­gua" (Tg 3.8). Só há uma solução: san­tificar a língua dizendo como Davi: "Põe, ó Senhor, uma guarda à mi­nha boca; guarda a porta dos meus lábios" (Sl 141.3).





III - OS MALES PROVENIENTES DA LÍNGUA:




(1) - A língua é um fogo – Tg 3.6a - Tiago usa essa figura para mostrar que, assim, como um pequeno fogo pode incendiar um grande bosque (Tg 3.5), "a língua também é um fogo; como mundo de iniquidade", posta entre os nossos membros, "e contamina todo o corpo", "inflamada pelo curso do inferno". Realmente, na vida quotidiana, vemos que a língua serve de instrumento para propaga­ção da mentira, das falsas doutrinas, da intriga, da inveja, das agressões verbais, dos impropérios, da fofoca, que tantos males têm causados às igrejas.




(2) - A dubiedade da língua – Tg 3.9-10 - A língua "está cheia de peço­nha mortal" (Tg 3.8c. Por isso, é pre­ciso muito cuidado no falar, pois com a mesma língua com que "ben­dizemos a Deus e Pai", "amaldiçoa­mos os homens, feitos à semelhança de Deus". Ainda que de uma mesma fonte não possa sair água doce e água amarga (Tg 3.11), ou de uma figueira sair azeitona, ou da videira sair figos (Tg 3.12), infelizmente, da mesma língua podem sair a bênção e a maldição. Não nos esqueçamos de que um dia cada um dará contas a Deus até das palavras ociosas - Mt 5.37.





IV - OS CRIMES COMETIDOS COM A LÍNGUA:




(1) – A calúnia – Pode ser feita atra­vés da mentira, falsidade e invenção contra alguém. A lei jurídica brasileira prevê pena contra os caluniadores. É de admirar que, em muitas igrejas, quem calunia não sofre qualquer ação disciplinar e com isso o mal se avoluma, pois o caluniador é assim estimulado na sua tarefa maligna e destruidora dos valores alheios. Outros, da mesma índole, têm prazer em relembrar, comentar e espalhar fraquezas, imperfeições e pecados dos outros, servindo-se da língua. A Bíblia condena a calúnia (Sl 101.5). "Não dirás falso testemunho contra teu próximo" (Êx 20.16). (Ver Êx 23.7; Dt 5.20; Pv 19.9.) Hoje, há pessoas que estão desviadas dos caminhos do Senhor, porque foram vítimas de calúnia de algum irmão.




(2) - A difamação - Da mesma for­ma, é crime contra a honra, previsto no Código Penal Brasileiro. É perigoso o tropeço na palavra, falar con­tra a honra de alguém. Muitas vezes, o obreiro "passa a mão por cima" do difamador para não dá escândalo. Se alguém fuma é "cortado" da comu­nhão. Fumar é pecado contra o corpo, mas será isso mais grave que di­famar alguém? Uma jovem contou que seu pastor a excluiu da igreja, porque um irmão disse que ela esta­va namorando com um incrédulo, quando isto não era verdade. Nem sequer teve oportunidade de defesa. Enquanto isso, o difamador ficou normalmente nas atividades da congregação. A Bíblia diz: "Irmãos, não faleis mal uns dos outros" (Tg 4.11a).




(3) - A injúria - Jesus, no Sermão da Montanha, disse: "...e qualquer que chamar a seu irmão de raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno" (Mt 5.22b). Há uma atitude de dois pesos e duas medidas, em muitas igrejas, quan­do só são punidos aqueles que adulteram ou roubam, mas ficam totalmente impunes os caluniadores, injuriadores e difamadores. Alguém responderá por isso no juízo de Deus.




V - OUTROS TROPEÇOS NA PALAVRA:




(1) - O boato - Originariamente, boato vem do latim boatu, signifi­cando "mugido ou berro de boi". Hoje, significa "notícia anônima, que corre publicamente sem con­firmação; balela; rumor, zun-zun-zun". Há um demônio espalhando esse tipo de coisa em muitas igrejas. É o "ouvi dizer...", o "disse-me-disse", sinônimos de mexericos. Já é conhecida a história do homem que espalhou boato contra outro. Este, abatido, ficou doente. Depois, ficou provado que o fato não era verdade. O boateiro foi pedir per­dão ao atingido pela má notícia. Este lhe disse: "Eu perdoo se você fizer duas coisas". O outro inda­gou: "O que?" Primeiro, que você pegue este saco de penas, suba o monte e deixe o vento levá-las". O boateiro disse: "Sim, isto é fácil. Faço logo". E o fez. Ao retornar, o homem doente lhe disse: "Agora, peço que faça a segunda coisa: vá e junte todas as penas que espalhou". O mentiroso disse: Ah! Isso é impossível! A Palavra de Deus condena esse tipo de mal uso da língua (ler Lv 19.16; Êx 23.1). Te­nhamos cuidado com esse "mugi­do de boi" do Diabo!




(2) - A murmuração - Murmurar significa "dizer em voz baixa; segre­dar; censurar disfarçadamente; conversar, difamando ou desacreditan­do". Os demônios da murmuração estão soltos no meio de muitas igre­jas. É crente falando contra o pastor e sua família e vice-versa; é obreiro falando contra outro; é esposa de obreiro murmurando contra esse ou aquele crente; só quem gosta disso é o Diabo, causando tristeza e dissensões nas igrejas. Devemos ter cuidado, pois Deus ouve as murmurações (Êx 16.7,8; Sl 31.13 cf Fp 2.14).




(3) - As palavras torpes – Ef 4.29 - São palavras chulas, ou grosseiras; pornofonias (palavras ou expressões obscenas); pornografias, ou seja: aquilo relativo à prostituição, a coi­sas obscenas, (sejam por revistas, fil­mes, etc.), piadas grosseiras; anedo­tas que ridicularizam as coisas de Deus. Tudo isso leva o crente a tro­peçar na palavra, usando a língua para agradar ao Diabo e entristecer o Espírito Santo.





VI – CONSIDERAÇÕES FINAIS:




Diante do que temos visto, o crente só pode combater o tropeço na palavra lendo a Palavra de Deus, deixando-se dominar pelo Espírito Santo, vigiando e disciplinando o falar. Usemos a língua para o bem (Ef 4.29), pois somos cidadãos dos céus e não devemos descer a linguagem ao nível diabólico. Devemos usar a língua para encorajar outros, louvar a Deus, e levar a mensagem do evangelho aos perdidos. Assim fazendo, dificilmente tropeçaremos em palavras.



FONTES DE PESQUISA E CONSULTA:

Oração e Despertamento – Obra Missionária Chamada da Meia-noite – Wim Malgo

Disciplinas do Homem Cristão – CPAD – R. Kent Hughes

Lições Bíblicas CPAD – 1º Trimestre de 1999 – Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima.